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Edifícios e Ambiente construído

Habitação, escolas, clínicas e espaços públicos pensados para o calor, cheia, fogo e acessibilidade.

Fotografia editorial para a solução Edifícios e Ambiente construído.

O desafio

O ambiente construído é onde se decide a maior parte do risco climático, do risco de saúde pública e dos resultados de inclusão, e é uma das áreas pior servidas nos programas urbanos atuais. A oferta de habitação fica muito aquém da procura; escolas e clínicas carecem frequentemente de energia, água e acessibilidade fiáveis; faltam espaços públicos onde mais são necessários. Os códigos de construção existem no papel em muitos países, mas a adoção e a aplicação continuam parciais.

Porque é que isto importa agora nas cidades africanas

O Banco Mundial estima que a área global de pavimento construído mais do que duplicará até 2060, com cerca de 88 mil milhões de m² de nova construção necessários só em África para absorver o crescimento populacional. A análise do Banco Mundial e do World Resources Institute indica que cerca de 70 % das cidades africanas enfrenta riscos climáticos severos, incluindo calor, cheias e stresse hídrico. Entre os países subsarianos avaliados pelo Banco Mundial, apenas cinco tinham códigos ou normas energéticas obrigatórias do edifício registados, e apenas a Nigéria e o Ruanda tinham códigos abrangentes; o Banco Mundial publicou desde então uma revisão continental da regulamentação dos edifícios em 48 países, com orientação sobre resiliência estrutural, segurança contra incêndio, construção verde e acessibilidade. As decisões tomadas sobre a próxima vaga de construção fixam o desempenho durante décadas — não há segunda oportunidade para construir bem o mesmo edifício.

Como pensamos este tema

Tratamos o ambiente construído como um sistema: habitação, edifícios públicos, espaço público, infraestrutura de água e saneamento, e os códigos e práticas de contratação que os governam. O ponto de partida certo é geralmente uma vista de portefólio — que edifícios públicos existentes são críticos, que edifícios novos vêm a caminho, e onde é maior o desfasamento entre código e prática. Riscos climáticos, acessibilidade e desempenho em água/saneamento são avaliados em conjunto, porque costumam ser os mesmos edifícios e os mesmos orçamentos.

O que entregamos habitualmente

Ajudamos cidades e ministérios a avaliar e atualizar códigos de construção, desenhar programas de reabilitação para edifícios públicos como escolas e clínicas, desenvolver planos de espaço público e de drenagem pluvial resilientes, estruturar a contratação para novos edifícios públicos contra padrões de desempenho publicados, e ligar a agenda dos edifícios à energia (eficiência, energia híbrida para instalações críticas) e aos resíduos (fluxos de construção e demolição). O desempenho em água, saneamento e higiene é tratado como parte do padrão do edificado, e não como um mandato separado.

Considerações de governação e execução

A restrição decisiva não costuma ser o conhecimento de projeto, mas a adoção e a aplicação: a cadeia de código a licença a fiscalização a ocupação. Trabalhamos com equipas municipais e ministérios nacionais em atualizações regulamentares, capacitação para licenciamento e fiscalização, contratos modelo para edifícios públicos e nos sistemas de dados que tornam visível o cumprimento do código. Segurança contra incêndio, resiliência estrutural e acessibilidade são escritas nas especificações em vez de deixadas ao acaso, e a requalificação de assentamentos informais é tratada como integral ao portefólio do edificado, e não como uma via humanitária separada.

Como medimos os resultados

Medimos os resultados do edificado contra segurança, desempenho e acesso: parcela de edifícios públicos que cumprem os padrões atuais de resiliência e acessibilidade, parcela da nova construção licenciada contra códigos publicados, parcela das escolas e clínicas com água, saneamento e energia fiáveis, e a taxa de danos relacionados com o clima à infraestrutura pública ao longo do tempo. A pergunta de direção é se os edifícios de que as pessoas dependem efetivamente as mantêm seguras, saudáveis e incluídas.

Vista transversal

Edifícios e Ambiente construído através de quatro lentes.

  • 01

    Resiliência e Clima

    A análise do Banco Mundial e do World Resources Institute assinala que cerca de 70 % das cidades africanas enfrenta riscos climáticos severos. O desempenho perante o calor, a cheia e o fogo tem de ser desenhado desde o início, e não acrescentado depois do dano.

  • 02

    Inclusão e Acesso

    Os edifícios públicos — escolas, clínicas, paragens de transporte — são onde a acessibilidade universal acontece ou falha. Códigos que incluem acessibilidade para deficiência, saneamento e água são a precondição de cidades inclusivas.

  • 03

    Governação e Direitos

    Entre os países subsarianos avaliados, apenas cinco tinham códigos ou normas energéticas obrigatórias do edifício registados, e apenas a Nigéria e o Ruanda tinham códigos abrangentes. A adoção e a aplicação dos códigos são produtos de governação.

  • 04

    Impacto económico

    O Banco Mundial estima que o parque construído global mais do que duplicará até 2060, com cerca de 88 mil milhões de m² necessários só em África. Acertar nos edifícios é uma das maiores decisões de investimento urbano das próximas décadas.

Falemos de edifícios e ambiente construído.

Que temas encaixam melhor depende muito de cada cidade. Conte-nos um pouco sobre a cidade, os parceiros envolvidos e a decisão que está a tomar. Voltaremos com o ponto de entrada certo.