Leituras de fundo sobre os sistemas urbanos africanos.
Uma seleção curta — uma por solução — escrita para envelhecer devagar. Cada artigo termina com as fontes que utiliza, para poder seguir a evidência.
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As cidades africanas compram vigilância mais depressa do que a regulam
Como 11 governos africanos gastaram 2 mil milhões de dólares em equipamento de vigilância smart-city em 5–10 anos — e porque nenhum tem o quadro legal para o usar. Relatório do African Digital Rights Network, março de 2026.
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Os rankings de smart city medem instituições, não tecnologia
O topo de cada grande ranking de smart city é ocupado por cidades com instituições públicas maduras, não pelas cidades com mais tecnologia implantada. O que isso significa para a estratégia urbana africana.
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As smart cities co-desenham-se, não se entregam
Um estudo revisto por pares em Westbury, Joanesburgo, perguntou aos residentes o que queriam realmente da tecnologia «smart city» — e como. As respostas são concretas, modestas, e um contraste claro com a promessa de seis anos de Lanseria.
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A água potável precisa de um Plano de Segurança da Água, não de uma estação de tratamento
Porque é que as cidades africanas devem organizar os serviços de água potável e saneamento em torno dos Planos de Segurança da Água e dos Planos de Segurança do Saneamento da OMS — e o que isso significa para a monitorização, a contratação pública e o reúso.
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Os serviços públicos digitais precisam de uma coluna vertebral de interoperabilidade, não de um portal
Porque é que as cidades africanas devem construir os seus serviços digitais sobre uma camada partilhada de identidade, pagamento e troca de dados — e o que a evidência da OCDE e do Banco Mundial implica para a contratação pública e a lógica dos pilotos.
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Governação urbana para além dos painéis
Porque é que dados, participação e responsabilização — e não centros de comando construídos por fornecedores — são o verdadeiro produto de governação de que as cidades africanas precisam.
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Edifícios resilientes e o problema dos códigos africanos
Porque é que os códigos de construção — e não a nova tecnologia — são a restrição decisiva sobre uma infraestrutura urbana africana segura, acessível e preparada para o clima.
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Resíduos, circularidade e ODS 11.6.1
Como as taxas de recolha, a deposição descontrolada e a integração do setor informal definem o teto realista dos fluxos circulares nas cidades africanas.
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A conectividade é um problema de acessibilidade, não apenas de cobertura
Porque é que os mapas de cobertura sobrevalorizam o progresso da conectividade nas cidades africanas — e o que as lacunas de acessibilidade económica e de competências implicam para os serviços públicos digitais.
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Eletrificação para além da rede
Porque é que as mini-redes, os sistemas autónomos e a cozinha limpa pertencem ao mesmo plano de resiliência que o reforço da rede.
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A mobilidade é um problema de acesso, não de estradas
Porque é que os planos de transporte urbano africanos devem otimizar para quem consegue chegar a quê — e não para os quilómetros de novas faixas.
Quer discutir uma destas na sua cidade?
Que temas encaixam melhor depende muito de cada cidade. Conte-nos um pouco sobre a cidade, os parceiros envolvidos e a decisão que está a tomar. Voltaremos com o ponto de entrada certo.